SEMINÁRIO EM BH DISCUTIRÁ INTELIGÊNCIA AUMENTADA E SEUS IMPACTOS NA SOCIEDADE E NA EDUCAÇÃO

Qual o impacto da inteligência artificial sobre o a sociedade e sobre o sistema de
ensino – que já estão mudando aceleradamente com a inovação trazida pela
digitalização?

Esse é o tema do seminário que a SKEMA Business School promove, dia
30 de outubro, no auditório do BDMG em Belo Horizonte. A abertura e o tom do
evento serão dados pelo professor de Ciência de Dados Thierry Warin, em sua primeira
visita ao Brasil. Ele é professor da SKEMA e fundador e diretor do SKEMA Global Lab
em Inteligência Aumentada (IA), o primeiro laboratório deste tipo entre as
universidades de maior prestígio do mundo.
Warin é um dos maiores especialistas do mundo na chamada Inteligência Aumentada,
uma forma de denominar o uso que o homem faz da inteligência artificial (ao invés de
ser manipulado por ela). Sua responsabilidade na SKEMA inclui pesquisas na área e a
criação do SKEMA Quantum Studio, para o desenvolvimento de ferramentas e
plataformas de colaboração em IA, que serão utilizadas pelos alunos da SKEMA em
todo o mundo já a partir de 2020.

“O laboratório SKEMA AI ajudará a criar uma nova geração de pessoas para
administrar as empresas de hoje e de amanhã, usando ferramentas e pensamento
analítico capazes de enfrentar os desafios de nossa sociedade”

explicou Thierry Warin, que ingressou na SKEMA no início de 2019 para criar e administrar o novo laboratório e para desenvolver a plataforma de colaboração. “Essa é uma experiência única, por seu escopo internacional desde a sua criação, por seus métodos de ponta que combinam ciência de dados e inteligência artificial e pelos seus campos de estudo, que incluem finanças, assuntos internacionais e estratégia corporativa”, disse Warin, ao lançar a iniciativa mundialmente em setembro passado. “Estamos nos adiantando sobre o que se seguirá à pesquisa fundamental em inteligência artificial”, concluiu. Warin é também professor visitante de Harvard e da universidade de ciências de administração Cirano, de Montreal.

Oportunidades para a sociedade

Em recente webinar transmitido pela plataforma global da SKEMA, Warin explorou o
tema que será abordado em profundidade no seminário de BH. Depois de traçar o
histórico do desenvolvimento da inteligência artificial, ele descreveu o atual estágio de
desenvolvimento tecnológico que, segundo ele, está criando o que ele chamou de
“Sociedade 5.0”, um mundo no qual o avanço da “inteligência das máquinas” abre

inúmeras oportunidades para a humanidade, mas também traz consigo importantes
desafios a serem enfrentados. As oportunidades se estendem sobre diversos campos e áreas de atuação. Nas instituições públicas, por exemplo, a imensa capacidade de processamento de dados dos supercomputadores ajudará a determinar políticas públicas mais bem elaboradas, um sistema judicial e de segurança pública mais eficientes, além de soluções mais definitivas para questões ambientais. Para a sociedade civil, os benefícios podem vir na forma de melhores serviços de saúde, de mobilidade urbana, na produção mais eficiente de alimentos, entre outros. Para as empresas, as análises de risco serão mais precisas, a utilização de recursos poderá ser ainda mais otimizada e o progresso tecnológico acelerado, com a criação de novos produtos e serviços.

Tudo isso poderá resultar em mais oportunidades para a geração de riqueza para os
cidadãos, com maior segurança, conforto e bem-estar para a sociedade como um
todo. Um exemplo nessa linha pode ser o surgimento de melhores serviços de ensino,
com plataforma de colaboração entre estudantes, com novos formatos de distribuição
de conteúdo e de interação com professores, o que a SKEMA já está desenvolvendo.

Desafios no horizonte

Ao mesmo tempo, Warin alerta que a inteligência artificial requer uma abordagem
mais ampla, com foco no homem e na sociedade, além do simples encantamento com
o desenvolvimento tecnológico. Ele aponta, por exemplo, que a definição de uma ética
pública para a Inteligência Artificial será importante para as democracias, para a
defesa da lisura política e de garantia de direitos civis.

Não é uma preocupação pequena. Warin cita, por exemplo, que já está sendo criada
uma “divisão digital” do mundo, entre nações mais avançadas e as menos avançadas
que, se não for abordada, poderá aumentar as desigualdades entre os povos, diminuir
padrões de vida e promover uma disrupção nos mercados de trabalho de alguns
países. Sem falar dos riscos cibernéticos para as empresas e para os indivíduos. A
utilização de algoritmos para conduzir as escolhas de grupos de pessoas, como já está
acontecendo nas redes sociais.

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