Responsabilidade socioambiental se aprende também na escola

Quando pensamos em uma universidade voltada para a formação de executivos, geralmente a associamos somente ao mundo das grandes corporações, dos negócios e à frieza dos números.  Mas é crescente em todo o mundo o movimento das organizações, incluindo as instituições de ensino, de se sentirem mais responsáveis em relação aos locais onde atuam – economicamente, ambientalmente e socialmente responsáveis. As ações de responsabilidade socioambiental acompanham há alguns anos os resultados financeiros de grandes empresas em seus relatórios anuais e são levados em consideração por investidores, governos e pela sociedade em geral.

Há no mundo algumas universidades que já nasceram dentro dessa realidade de maior conscientização socioambiental. A SKEMA Business School, por ser uma escola voltada para a economia do conhecimento e para a gestão neste novo mundo da economia globalizada, prepara seus alunos, profissionalmente e pessoalmente, para atuarem em diferentes mercados e países, respeitando os valores, a cultura e os desafios de cada sociedade, assim como o meio ambiente e a economia local.

 

 

Apoio da escola aos projetos sociais de seus alunos

A SKEMA tem o humanismo como um de seus valores, formar profissionais éticos e responsáveis faz parte de sua missão e tem o compromisso de contribuir para o desenvolvimento sustentável das regiões e países onde está inserida. Dessa forma, além de proporcionar aos seus estudantes orientação no desenvolvimento de suas carreiras, a SKEMA apoia também projetos sociais e humanitários desenvolvidos por eles ou nos quais eles estejam envolvidos, para que sejam bem-sucedidos também como cidadãos, que façam a diferença nas sociedades onde estiverem atuando.

Os alunos da SKEMA são capacitados e acompanhados pela escola a aplicarem nessas atividades sociais os conhecimentos que adquirem em relação à performance sustentável de organizações, gestão de projetos e ao desenvolvimento contínuo da inovação. Os estudantes aliam esses conhecimentos à visão multicultural e de diversidade social que adquirem dentro da própria sala de aula na SKEMA, uma escola aberta a pessoas de diferentes origens e culturas do mundo inteiro.

 

Um projeto humanitário de alunos da SKEMA no Brasil

A estudante francesa Pauline Cheyrouze, 23, aluna do curso de mestrado em Marketing Internacional e Desenvolvimento de Negócios da SKEMA, veio estudar em Belo Horizonte por meio do programa de mobilidade internacional da escola. Em julho deste ano de 2018, Pauline e outros alunos integrantes da HOPE (Humanitarian Organization Promoting Equity), uma associação humanitária francesa vinculada à SKEMA, começaram a desenvolver na cidade um projeto de apoio à ampliação de uma creche para crianças de famílias que vivem em situação precária, chamado de “Espero com Camille Murris”. Além de Pauline, a equipe do projeto foi formada pelos estudantes Océane Soupey, Elise Bal, Emy Frouté, Julie Halter, Alexandre Jacquet e Grégoire Sol. Eles contaram com o apoio de colegas como Nirina Barral, Louis Moncoiffé, Elsa Coquet, Julien Piveteau, Lili Nissen, Amandine Phan e Thomas Vandel, entre outros.

 

“Além dos estudos, viemos com o objetivo específico de dar andamento a este projeto”, conta Pauline. A iniciativa conta com a parceria da ONG franco-brasileira Operação Brasil, que desde o ano 2000 já apoiou diversas creches da cidade de Belo Horizonte. A Operação Brasil é dirigida por Pascal Caquineau, cidadão francês que vive no Brasil há mais de 20 anos.

Nesse projeto, os alunos e a SKEMA promoveram a captação de recursos, ainda no campus de Sophia Antipolis, para as obras da creche Centro de Assistência Social Tecendo a Vida, no bairro União, na região nordeste de Belo Horizonte. O objetivo é oferecer um espaço maior para que as crianças acolhidas pela creche Tecendo a Vida possam brincar, se expressar e descobrir suas verdadeiras paixões. Os estudantes também colocaram a mão na massa, trabalhando na construção no local.

O espaço acolhe atualmente 60 crianças, sendo 30 na parte da manhã e outras 30 no período da tarde. A instituição fornece alimentação, atividades, brincadeiras e cuida das crianças no período em que não estão na escola, permitindo que seus pais ou responsáveis possam se dedicar ao trabalho. Com mais salas, a meta é dobrar a capacidade de acolhimento, ajudando mais famílias necessitadas.

Pauline explica que a creche é pequena e, portanto, precisam recusar alguns pedidos de acolhimento. “Com o projeto, após a conclusão das obras de ampliação, nossa expectativa é dobrar a capacidade do local, aumentando para 120 o número de crianças atendidas”, detalha.

 

Por que o nome Camille Murris?

Pauline Cheyrouze, que é a líder do projeto, conta que o nome dele é uma homenagem a uma ex-colega, Camille Murris, formada pela SKEMA em 2012 e ativista da associação humanitária da escola, a HOPE. Camille foi uma das vítimas do atentado terrorista de 14 de julho de 2016, em Nice, na França.

Considerada por seus familiares e amigos como “uma jovem engraçada, caridosa e amorosa”, Camille era uma pessoa muito solidária, apaixonada por ajudar os outros. A fim de homenageá-la e multiplicar seus valores, seus pais confiaram à HOPE a realização de um dos projetos que fora particularmente importante para ela: ajudar crianças em necessidade em um país da América do Sul.

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Quer saber mais sobre este lindo projeto? Acesse https://esperocomcamillemu.wixsite.com/camillemurris

Fotos: Julien Piveteau, Facebook do Projeto Espero com Camille Murris,

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